Cristais nas Antigas Civilizações
Cristais nas Antigas Civilizações

Cristais nas Antigas Civilizações

18/09/2018 1 comentário(s)

Fabrízio Ranzolin

CRISTAIS NAS ANTIGAS CIVILIZAÇÔES

Autor Fabrizio Ranzolin - fabrizioranzolin@yahoo.com.br

A utilização das pedras e cristais para cura, proteção e diversas utilidades práticas, mágicas, energéticas e religiosas, são antiquíssimas e datam dos primórdios da humanidade. Pedras preciosas eram vistas como provindas dos céus e dos deuses, devido a suas incríveis cores e brilhos hipnóticos. Imagine o que você sentiria se num belo dia, numa caminhada na beira de um riacho de águas límpidas, encontrasse uma pedra vibrante, transparente e verde brilhante como uma fantástica esmeralda! É fácil pensar porque os antigos diziam que as pedras vieram dos Deuses!

            Histórias e lendas antigas descritas por Platão, através de Timeus e Cristias, dizem que as antigas civilizações de Lemúria e Atlântida utilizavam energia derivada dos cristais na tecnologia e sistema de vida. Segundo essas fontes, o uso abusivo e errôneo deste poder levou a avançada civilização de Atlântida ao fim. Podemos ter uma noção deste fato imaginando o poder que temos hoje em dia com a atual tecnologia: celulares 3G imagem/som em tempo real em qualquer lugar do mundo, notebooks conectados via satélite, fibra ótica, aviões e armas controlados por computadores e energia nuclear (todas estas tecnologias foram criadas com princípios energéticos dos cristais); e no que poderia acontecer se estas tecnologias fossem empregadas somente para finalidades bélicas, egoístas e negativas. Talvez não fosse muito diferente da antiga lenda de Atlântida...

            A Civilização Atlante, através dos cristais, canalizava e aproveitava a energia cósmica, além de empregá-la como sinais de luz que serviam como comunicador telepático para com seus antepassados universais. Eles também teriam usado o poder dos cristais para atender a vários objetivos físicos e práticos. Algumas fontes contam que cristais geravam energia para cidades inteiras. O abuso do conhecimento sagrado e o mau emprego do poder para fins egocêntricos, segundo estudiosos dessa civilização, foi um dos motivos da sua destruição. Atlântida foi destruída, mas o conhecimento não. Antigas tradições contam que antes da destruição total, sábios que não se corromperam, desejando preservar o conhecimento, mas temerosos da destruição dos registros escritos durante os cataclismos no planeta, programaram determinados cristais com as informações e os materializaram na terra para no momento certo retornarem, atraídos por indivíduos com condições de receber a sabedoria neles depositada (ver Cristais Arquivistas).

Após o fim de Atlântida os conhecimentos dos cristais recomeçaram misteriosamente e foram perpetuados no Egito, na América do Sul e no Tibete. Misteriosamente nesses lugares, hoje em dia, encontra-se a utilização tradicional de cristais e pedras na cura e na espiritualidade, além de serem locais onde são encontrados e extraídos cristais (budistas tibetanos dizem que tudo na natureza tem alma imortal, inclusive os cristais, e que a alma de cada ser reencarna – morre e renasce – sempre para evoluir, assim como nós). Sob o domínio desse conhecimento, no antigo Egito, foram construídas pirâmides baseando-se em teorias cristalinas seguindo o modelo dos grandes templos da Atlântida. A forma geométrica perfeita das pirâmides reproduz com exatidão as leis físicas dos cristais e canaliza energia de alta frequência para o planeta. Acredita-se que a grande pirâmide do Egito era originariamente encimada por um gigantesco cristal, que possibilitaria a atração para a terra e a utilização da força cósmica. 

Egípcios utilizavam pedras e cristais para os mais variados fins, destacando-se a azurita, malaquita e lápis lazúli. Faraós forravam suas coroas com malaquita para governar com sabedoria. Usavam pedras no seu sistema de medicina para a cura dos mais diversos males. Utilizavam-nas para proteção, promover intuição, espiritualidade e em seus ritos mágico-religiosos; o escaravelho egípcio era esculpido em lápis lazúli. Em algumas tumbas não profanadas – como a do faraó Tutancâmon – foram encontradas fabulosas pedras preciosas de valores impossíveis de serem estipulados. Interessante dado do uso das pedras na civilização Egípcia é o da obsidiana como bisturi: os médicos egípcios executavam cirurgias muito especializadas utilizando afiadas lâminas de obsidiana, inclusive cirurgias crânio-cerebrais.

Escritos antigos gregos, romanos e indianos (como a ampla utilização das gemas na medicina Ayurvédica), mencionam o uso das pedras para a saúde, proteção e desenvolvimentos de certas virtudes. Soldados romanos utilizavam camafeus de ágata para proteção. Tratados astrológicos datados de 400 anos antes de Cristo, escritos em sânscrito, contêm detalhadas informações sobre a origem e poder das pedras e cristais. 

Os sumérios, povo antigo culto e desenvolvido, possuíam uma medicina extremamente avançada, incluindo cirurgias delicadas, com medicamentos baseados em plantas e minerais extraídos de cristais e pedras.

Citamos a ampla utilização do jade pelos orientais, principalmente na tradicional medicina chinesa; antigamente as pontas das agulhas de acupuntura eram feitas de jade.

Destacamos a adoração das pedras pelas tribos Celtas e sacerdotes Druidas, os quais utilizavam a energia das pedras em rituais mágico-religiosos e sistema de espiritualidade, como forma de conexão com as deidades da natureza, a Terra e o universo, usando minerais e os poderes dos cristais para finalidades curativas, preditivas, mágicas e ritos espirituais.

Encontramos o uso corrente de cristais e pedras para os mais diversos fins entre civilizações e povos milenares como os Maias, Astecas, Incas, nativos Siberianos e Africanos, Nativos Norte e Sul-Americanos, entre outros. A maior parte das informações atuais sobre a utilização espiritual e curativa dos cristais e pedras vem dos nativos indígenas das diversas regiões da Terra. São povos que aprenderam a viver em harmonia com a natureza durante milênios, em equilíbrio com o meio ambiente, utilizando com sabedoria os recursos da terra como base para sua vida, medicina, cultura e espiritualidade. Para o curandeiro aborígene australiano, o cristal de quartzo é luz solidificada, a fonte de seu poder de cura e a principal ferramenta de seu ofício de curandeiro do corpo e do espírito. Para os índios Cherokees o cristal é o “avô do mundo”, representa sua ancestralidade espiritual.

No Brasil, diversas tribos indígenas se referem ao uso de pedras e cristais para distintos usos práticos ou religiosos; podemos citar, dentre várias, os índios Guaranis, os Xinguanos, Xavantes e os Charruas do sul do país. Estes últimos coletavam cristais de diversas cores, principalmente quartzo, e os utilizavam em disposições curativas sobre o corpo, para despertar qualidades psíquicas e espirituais. Os Índios Tucanos da Amazônia contam que foi sentado num banco sagrado de quartzo que o Avô do Universo decidiu criar o homem.

Os Naguais, xamãs indígenas Mexicanos, com conhecimentos milenares, buscavam cristais de quartzo nas montanhas, os retiravam brutos de suas matrizes e depois os poliam e utilizavam-nos em técnicas avançadas de manipulação da consciência e sonho; também utilizavam a obsidiana, encontrada naturalmente nas montanhas de lava do México.

Curandeiros indígenas do passado e modernos coletam seus cristais e pedras diretamente na natureza, nos rios, montanhas e desertos, e os utilizam para diagnóstico e tratamento de enfermidades, bem como em cerimônias e ritos sagrados, que em algumas tribos têm milhares de anos de tradição. Alguns xamãs sonhavam com o local na natureza onde estavam suas pedras curativas e posteriormente as encontravam. Para os índios tradicionais, os cristais são seres sagrados, detentores dos registros da Mãe Terra; algumas peças especialmente grandes e límpidas são chamadas de “cristais de visão ou cristais que vêem”: neles o ancião veria o novo caminho a ser tomado ou o destino de toda a tribo. O xamã especializado na cura pelas pedras, o “xamã da pedra”, tem a capacidade de diagnosticar e tratar doenças utilizando minerais, pedras e cristais. Há um belo conto indígena que diz que o criador, vendo a escuridão da noite, pegou um cristal de quartzo e, despedaçando-o em milhares de pedaços, jogou-os no universo, criando assim as estrelas.

*Texto extraído de trecho do livro: CRISTAIS OS MESTRES DA LUZ de Fabrízio Ranzolin, Editora Divina Presença*

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